Arlindo Namour
Como deixar de fotografar ou filmar o momento exato em que vemos nosso filho ou filha pela primeira vez, recém-nascido? O primeiro sorriso, o primeiro choro. A primeira palavra!
Antes disso, até, a gravidez!
Ah, a gravidez! Que período lindo aquele em que a mulher traz dentro de si o fruto do amor, aquele pequeno e frágil ser que antes mesmo de nascer já é o pedaço da metade do nosso inteiro, e pelo qual nos deixamos arrebatar apaixonados!
Depois disso, o primeiro ano, o segundo, e assim sucessivamente...
Se for menina, os 15 anos, o portrait, o seu book, que separa a idade da inocência daquela em que o amadurecimento se avizinha e a prepara para os eventos futuros importantes, como a colação de grau, a formatura, o casamento!
Para aqueles em que os ventos de Saturno já encanecem os cabelos, tornando-os o centro de mais atenção, de mais carinho de seus familiares, do abraço meigo dos netos, do beijo dedicado e afetuoso dos filhos, dos parentes e amigos queridos, os bons momentos continuam a ter existência e fluir, chegando à quadra das bodas de prata, de ouro e de diamante.
A foto ou a filmagem de instantes como estes e outros que se destacam no curso de nossa longa caminhada no tempo, permitirão que todos quantos amamos, e todos quantos nos amem, mantenham consigo na lembrança os bons momentos vividos, que devem ser sempre dignificados, por ser exaltação, simplesmente, do maior legado que Deus nos conferiu, que foi, simplesmente, viver.
Fincados na certeza de que a posteridade necessita do registro dos fatos e acontecimentos do presente, há um grupo familiar nascido originariamente em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e que estendeu seus vínculos a São Paulo, capital, que tem na fotografia um ponto comum – o amor pela arte fotográfica – e é exatamente essa paixão, pela mensagem que a fotografia proporciona, que os mantém unidos há mais de 45 anos.
Esse grupo é a Família Namour, que tem tradição na arte fotográfica através do entusiasmo do patriarca Américo Namour, o qual, por pura vocação, iniciou os primeiros passos na profissão há aproximadamente 70 anos, quando ainda a celulose e as pesadas máquinas manuais, sem qualquer recurso técnico, eram os instrumentos de trabalho, mas já com arte e qualidade, marcas que se tornaram indissolúveis nas gerações que se seguiram.
A convivência familiar e a paixão pela fotografia de Américo transmitiram-se para seu filho, Arlindo Namour e deste, à sua vez, para os netos de Américo, o que proporcionou a criação de um dos maiores e mais bem estruturados estúdios de fotografia do Centro Oeste do Brasil, incorporando os mais avançados meios e técnicas de fotografia que a modernidade pode oferecer.